Vivemos em uma sociedade globalizada, mergulhada em tecnologias e que, acima de tudo, corrobora os meios tradicionais de aprendizagem, nos direcionando um novo patamar e uma nova metodologia de ensino, onde a EAD começa a ganhar espaço e se difundir em meio à sociedade. Para tanto, vários especialistas afirmam que a Educação à Distância tem e terá um papel fundamental na educação do futuro, pois, o mundo atual vive novas perspectivas tanto na educação quanto no trabalho e no social.
Especialistas em EAD apóiam e incentivam a modalidade como sendo um modelo que supre as necessidades de uma sociedade crescente que possui algumas especificidades como: capacitação profissional, formação continuada, atualização e principalmente a democratização do ensino, como meio de sanar, pelo menos, em parte, o problema da falta de acesso e, principalmente, a falta de tempo para o ensino presencial. É importante perceber o quanto o ensino a distância se desenvolveu e como foi e é fundamental o uso das tecnologias e ferramentas modernas para este desenvolvimento. Nesta perspectiva, o tempo e o espaço deixam de ser comuns e a autonomia prevalece. Para M. Moore (1973) “Ensino a distância pode ser definido como a família de métodos instrucionais onde as ações dos professores são executadas a parte das ações dos alunos, incluindo aquelas situações continuadas que podem ser feitas na presença dos estudantes. Porém, a comunicação entre o professor e o aluno deve ser facilitada por meios impressos, eletrônicos, mecânicos ou outros”; e para O. Peters (1973) “Educação/ensino a distância (Fernunterricht) é um método racional de partilhar conhecimento, habilidades e atitudes, através da aplicação da divisão do trabalho e de princípios organizacionais, tanto quanto pelo uso extensivo de meios de comunicação, especialmente para o propósito de reproduzir materiais técnicos de alta qualidade, os quais tornam possível instruir um grande número de estudantes ao mesmo tempo, enquanto esses materiais durarem. É uma forma industrializada de ensinar e aprender”.
Os novos paradigmas estabelecidos para esta modalidade são regulamentados por lei e até uma secretaria foi criada para isto, que é a Secretaria de Educação a Distância – SEED – que foi oficialmente criada pelo Decreto nº 1.917, de 27 de maio de 1996. Entre as suas primeiras ações, nesse mesmo ano, estão à estréia do canal TV Escola e a apresentação do documento-base do “programa Informática na Educação”, na III Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Educação (CONSED). E após uma série de encontros realizados pelo País para discutir suas diretrizes iniciais, foi lançado oficialmente, em 1997, o Proinfo – Programa Nacional de Informática na Educação –, cujo objetivo é a instalação de laboratórios de computadores para as escolas públicas urbanas e rurais de ensino básico de todo o Brasil. Dessa forma, o Ministério da Educação, por meio da SEED, atua como um agente de inovação tecnológica nos processos de ensino e aprendizagem, fomentando a incorporação das tecnologias de informação e comunicação (TICs) e das técnicas de educação à distância aos métodos didático-pedagógicos. Além disso, promove a pesquisa e o desenvolvimento voltados para a introdução de novos conceitos e práticas nas escolas públicas brasileiras (http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=289&Itemid=822).
A EAD flexibiliza o acesso e supre a defasagem do educando em relação a tempo, espaço, conteúdo e aprendizagem, pois existe a troca de conhecimentos através da interação entre professor tutor e aluno, aluno/aluno, como forma de aperfeiçoamento.
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